Agentes de endemias saíram a campo nesta segunda-feira (27) para mais um levantamento de índice de infestação da doença. A previsão é que o trabalho, que cobre toda a cidade, seja concluído ainda esta semana, quando então será divulgado o resultado e as estratégias de combate.
Segundo o coordenador do Comitê Gestor da Dengue, Carlos Bezerra, o trabalho é realizado por amostragem, por isso não são visitados todos os imóveis. “A cidade é dividida em 31 localidades, onde são sorteadas quadras e nessas quadras são coletadas amostras a cada cinco imóveis”, explica o coordenador, ao acrescentar que essa amostragem tem valor estatístico.
Bezerra explica que o índice de infestação será obtido a partir dos resultados das amostras analisadas em laboratório. “Esse índice servirá de parâmetro para o trabalho nos próximos 60 dias”, justifica, ao acrescentar que o índice aceitável é abaixo de um por cento.
O mais recente levantamento, realizado ainda no inverno, apontou um índice médio de infestação de 2,4%, considerado preocupante. Por isso, várias ações foram adotadas pelo município para tentar diminuir a infestação, principalmente nos bairros onde os índices estão mais altos.
“O próprio Ministério da Saúde também solicitou ações de controle em razão do risco de três doenças que podem ser causadas pelo mosquito Aedes Aegypti: além da dengue ele transmite o zika vírus e ainda a Febre Chikungunya”, explica Bezerra, ao acrescentar que o período mais quente do ano é favorável à proliferação de doença.
MOSQUITO OU PERNILONGO?
O trabalho dos agentes de conscientização da população tem encontrado situações que preocupam ainda mais a Secretaria da Saúde. “Encontramos casos de pessoas confundindo o mosquito da dengue com pernilongo e essa é a justificativa para a negligência. Não importa se chamamos de mosquito ou pernilongo, o fato é que ele transmite a dengue e a dengue mata”, adverte Bezerra.




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