Dois caminhões e uma pá carregadeira da prefeitura de Campo Mourão vão recolher, nesta sexta-feira (2), os materiais retirados dos quintais das residências visitadas na semana passada por agentes de combate a dengue nos bairros vizinhos do Cemitério Municipal. A ação faz parte de um mutirão de combate a doença nos bairros que registraram os maiores índices de infestação.
Na semana passada, os agentes passaram nas residências entregando panfletos e orientando as pessoas a retirarem do quintal todo tipo de recipiente que possa acumular água. O trabalho de recolhimento será iniciado às 9 horas desta sexta-feira, pelo Jardim Três Marias, Ilha Bela até a Ciretran, além dos jardins Isabel, Brasília e Corinthians, abrangendo cerca de 50 quarteirões nos bairros vizinhos ao Cemitério.
“Estamos observando que o mosquito está começando a nascer. É hora de todo mundo fazer sua parte”, ressalta o coordenador do Comitê Gestor da Dengue, Carlos Bezerra, ao acrescentar que o mutirão é faz parte uma experiência que, se funcionar, será ampliado para outros bairros.
O chefe da Defesa Civil, Paulo César Stanziola, lembra que os proprietários é que devem retirar objetos que acumulam água na frente das casas. “Não serão recolhidos móveis, colchões e aparelhos eletrônicos, por exemplo. E também não vamos voltar para refazer o serviço onde já tivermos passado”, acrescenta Stanziola.
O mutirão é mais uma das várias ações que o município está realizando para impedir que a cidade possa sofrer uma epidemia de dengue. “Recebemos, inclusive, um ofício do Ministério da Saúde, solicitando ações de controle em razão do risco de três doenças que podem ser causadas pelo Aedes Aegypti: além da dengue ele transmite o zika vírus e ainda a Febre Chikungunya”, explica Bezerra.
Além da Secretaria Municipal da Saúde, estão envolvidas no mutirão as secretarias de Agricultura e Meio Ambiente, Obras e Serviços Públicos e a Defesa Civil. “Estamos há mais de 90 dias sem nenhum caso, mas não podemos descuidar porque o índice de infestação é alto e agora entramos em um período muito favorável para o desenvolvimento do vetor”, completa Bezerra.


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